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Impacto Fêmoro-Acetabular

1- O que é Impacto Fêmoro-Acetabular?
Impacto Fêmoro-Acetabular (IFA) é uma alteração mecânica, que ocorre quando a articulação do quadril apresenta uma incongruência nos extremos de suas amplitudes de movimento, especialmente quando está em flexão, adução (cruzar a perna) e/ou em rotação interna.
Esta incongruência pode ocorrer por deformidades do acetábulo (“encaixe do quadril”) e/ou da cabeça do fêmur, favorecendo o contato ou deslizamento anormal desta articulação, culminando em lesões da cartilagem articular e/ou do labrum (fibrocartilagem situada na periferia do acetábulo). Os casos mais avançados ou não tratados, costumam evoluir para artrose de quadril.

2- Quais as causas?
As causas primárias são as alterações na formação óssea na infância e durante a fase de crescimento. Além disso, pode ser secundária às sequelas de Epifisiólise, Doença de Legg-Perthes, osteocondroma, consolidação viciosa de fraturas do acetábulo e fêmur proximal.

3- Quais são os sintomas?
O principal sintoma desta patologia é a dor na reg. inguinal (na virilha), que pode irradiar para região lateral do quadril (dor ou sinal em “C”) ou para região anterior e medial da coxa. Dor ao entrar e sair do carro, após praticar esportes, dificuldade de cruzar as pernas, de agachar-se ou permanecer sentado por longo período

4- Quais os esportes mais comuns para o desenvolvimento dos sintomas de IFA?
• Futebol;
• Tênis;
• Squash;
• Artes Marciais
• Surfe e Wakeboard;
• Ciclismo
• Remo

5- Classificação ou Tipos
CAM- excesso de osso (bump) na junção colo-cabeça femoral
PINCER- excesso de cobertura acetabular
COMBINADO (o mais comum)- presença de CAM e Pincer

6- Como é feito o diagnóstico?
História clínica;
Exame físico: flexão+adução+rotação interna dolorosa (FADURI positivo);
Flexão+abdução+rotação externa dolorosa (FABERE positivo);
Extensão+adução+rotação externa dolorosa (Impacto posterior);
Exames de imagem:
-Radiografias da pelve e quadril: evidenciam Pincer, CAM, sinal do cruzamento, ossificação do labrum, pit lesion;
-Tomografia Computadorizada: ótimo exame para planejamento do tratamento cirúrgico;
-Ressonância Magnética: evidenciam lesões da cartilagem articular, do labrum, assim como dos ligamentos, tendões e músculos adjacentes à articulação;
-Artro-Ressonância Magnética: mais sensível, é solicitada quando existe clínica condizente, porém Ressonância convencional não exibe lesões articulares.

7- Qual o tratamento?
Inicialmente, pode ser tentado o tratamento conservador (não-cirúrgico) à base de medicações (analgésicos, anti-inflamatórios e condroprotetores), mudança das atividades físicas e do dia a dia, fisioterapia analgésica e para fortalecimento muscular. A fisioterapia com alongamentos extremos é contra-indicada, pois exacerba a dor e pode acelerar o desgaste da cartilagem. Infelizmente, esta doença é geralmente progressiva e, com a manutenção dos sintomas, é preconizado o tratamento cirurgico.

8- Opções de Tratamento Cirúrgico
-Cirurgia Convencional (Aberta).
-Artroscopia do quadril: cirurgia minimamente invasiva, que possibilita correções das alterações anatômicas e reparações das lesões existentes, decorrentes do IFA.

9- Reabilitação pós-operatória
É de extrema importância uma fisioterapia bem realizada, individualizada, para devolver o paciente à vida normal e ao esporte. O tempo de recuperação depende da lesão, do tratamento instituído e do esquema de reabilitação.

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Postado em: julho 22nd, 2015 | Categoria: Informação ao Paciente | 0 comentário(s)